none

Jornalista argentino revela: três jogadores sofreram distensões musculares antes da final, Emiliano Martínez discordou das táticas de Scaloni

Vincenzo Golazzo
icon_like_uncheck2

Sobre a apresentação “incomum” da Argentina na final da Copa do Mundo, o jornalista argentino Renzo Pantich soltou revelações explosivas em uma transmissão ao vivo: vários jogadores sofreram lesões durante os aquecimentos, e Lionel Scaloni propôs uma tática mais conservadora antes do pontapé inicial, o que sofreu forte resistência liderada por Emiliano Martínez. Segundo seu relato, essa acalorada reunião tática da equipe ocorreu antes do já documentado discurso pré‑partida de Lionel Messi pedindo para todos manterem a calma.

Abaixo está o diálogo completo entre o jornalista e o apresentador durante a transmissão ao vivo.

Renzo Pantich: Obviamente, sobre a final… A informação interna que tenho é que nada de bizarro aconteceu. Teorias da conspiração não se sustentam, pelo menos da minha perspectiva. Mas posso confirmar isto — se eu fosse dar um título a este segmento, seria “A verdade dentro do vestiário da final”. Aqui está o que soube por fontes internas: três jogadores sofreram distensões musculares durante o aquecimento pré‑jogo.

Apresentador: Como tantos jogadores poderiam ter distensões? O que aconteceu? Teve tiroteio no gramado?

Renzo Pantich: Não, não. Três jogadores sentiram desconforto muscular durante os aquecimentos. Depois compareceram à última reunião tática pré‑jogo do treinador. O técnico sabia da situação. Os jogadores comunicaram ao médico da equipe: “Olha, puxei um músculo.” Esses jogadores já estavam longe do auge físico.

Apresentador: Eles se machucaram no aquecimento ou na noite anterior?

Renzo Pantich: Minhas fontes dizem que alguns jogadores sentiram desconforto durante o aquecimento. Dois deles já são publicamente conhecidos: Cristian Romero e Lisandro Martínez, ambos acabaram com rupturas musculares. O terceiro é muito provavelmente um meio‑campista…

Apresentador: Mas eles ainda jogaram apesar das lesões?

Renzo Pantich: Sim, entraram em campo carregando lesões.

Apresentador: Por que você suspeita que o terceiro seja um meio‑campista?

Renzo Pantich: Porque os meio‑campistas suportam a maior exigência física.

Apresentador: Então quem é, cara? Devolve logo o nome!

Renzo Pantich: Calma, já vou chegar lá! Para ser franco, eu realmente não sei o nome exato. Mas a realidade é esta: dentro do vestiário pré‑jogo, Lionel Scaloni sempre foi receptivo às opiniões dos jogadores. Ele escuta atentamente sua equipe sobre questões táticas. Discussões táticas anteriores envolvendo Leandro Paredes viralizaram online, e Rodrigo De Paul, Lionel Messi e Emiliano Martínez já debativeram planos de jogo com ele. A Argentina conhecia bem o estilo de jogo da Espanha, já que originalmente estavam escaladas para se enfrentar na Finalíssima. Scaloni havia se preparado minuciosamente para esse confronto e entendeu quais táticas específicas seriam necessárias.

No entanto, eles não puderam aplicar exatamente o mesmo plano de jogo na final da Copa do Mundo. Por quê? Porque o elenco estava muito fatigado, e vários estavam com lesões. Portanto, Lionel Scaloni propôs uma abordagem tática: defender da forma como a Argentina vinha fazendo durante a Copa do Mundo, arrastar a partida até o apito final — levá‑la aos 120 minutos e, potencialmente, a uma disputa de pênaltis.

Apresentador: Você está dizendo que ele planejava forçar o jogo até os 120 minutos?

Renzo Pantich: Deixe‑me esclarecer rapidamente meu ponto. Foi isso que eu disse, mas não se pode planejar deliberadamente jogar 120 minutos. Isso é o que minhas fontes me contaram: a Espanha sofreu apenas um gol em toda a Copa do Mundo e sofreu pouquíssimos chutes a gol. Se a Argentina fosse com tudo para o ataque, ou jogasse da mesma forma como depois de sofrer o gol de abertura contra a Inglaterra, Scaloni previu que a Argentina poderia sofrer até quatro gols.

Apresentador: Não sofrer quatro gols seria um milagre.

Renzo Pantich: Exatamente! Por isso Scaloni propôs esse plano: defender e contra‑atacar, e prolongar a duração da partida.

Apresentador: De onde surgiu o conflito com os jogadores?

Renzo Pantich: O conflito surgiu quando Emiliano Martínez reagiu contra essa proposta durante a discussão tática, segundo minhas fontes internas. Ele disse: “Não, eu discordo. Temos de pressionar alto!” Outros jogadores acrescentaram: “Precisamos atacar com agressividade e lutar! Esta é uma final de Copa do Mundo, batalhamos para chegar até aqui e temos armas suficientes para avançar!” Opiniões diferentes deram origem ao debate. Essas disputas terminaram no último comício no vestiário antes da partida. Foi nesse momento que Lionel Messi interveio e disse: “Pessoal, esqueçam tudo que acabou de acontecer, fiquem tranquilos, vão jogar o nosso futebol, joguem com leveza!”

Apresentador: Então você está dizendo que uma discussão no vestiário ocorreu poucos minutos depois do treinador expor o plano de jogo?

Renzo Pantich: Isso representou um diálogo tático normal entre um treinador pé no chão, aberto ao feedback dos jogadores, e seu elenco.

Apresentador: Ou seja, ele aceitava sugestões dos outros jogadores.